sexta-feira, janeiro 05, 2007

já cheguei há uns dias. as férias foram óptimas. mas o ano começou com trabalho muito e diferente, ainda a encontrar o novo ritmo.
portanto ainda em aceleração para voltar com versos e imagens, um EXCELENTE 2007 às visitas!

terça-feira, dezembro 26, 2006

Até para o ano!
Obrigada a tod@s que por aqui passaram!
Um excelente 2007!
(voltarei logo, logo...)

domingo, dezembro 24, 2006

FELIZ NATAL 2006

sábado, dezembro 16, 2006

Para infundir força

Estão na minha taça
a vertigem brilhante
a embriaguez borbulhando.
Grandes redemoinhos
sobre nós às avessas
estão na minha taça.
Um grande coração de urso
um grande coração de águia,
um grande coração de milhafre,
um grande vento que roda-
juntaram-se todos num só.
Estão na minha taça.
- Bebe-a agora.

(Poemas Ameríndios - Papagos- trad. de Herberto Helder)

(a minha amiga S.C. mandou-mo hoje e eu não resisto a partilhá-lo)

quarta-feira, dezembro 13, 2006



vim só dizer:

- que estou viva e ainda aprecio o céu azul por cima de mim (frio!!!! mas azul!);

- que a menina d'óculos contente ainda não voltou :(;

- que estou muito cheia de trabalho, mas espero sobreviver;

Daqui a 12 dias é Natal!

quarta-feira, dezembro 06, 2006


rumo à Lua!!!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

fim-de-semana cor de Outono


[...]
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
[...]
Poema V, Alberto Caeiro

segunda-feira, novembro 27, 2006


as primeiras eleitas

Bem-vinda!

domingo, novembro 26, 2006

radiograma

Alegre triste meigo feroz bêbedo
lúcido
no meio do mar


Claro obscuro novo velhíssimo obsceno
puro
no meio do mar


Nado-morto às quatro morto a nada às cinco
encontrado perdido
no meio do mar
no meio do mar


Mário Cesariny
Lisboa 1923 - Lisboa 2006

quinta-feira, novembro 23, 2006

apanho todos os dias o mesmo autocarro, à mesma hora sempre.
(chego lá cansada, mas levo nos olhos o Tejo)
já conheço as caras de quem partilha a mesma viagem. à mesma hora sempre. na mesma paragem sempre. e antes de chegar espero-as com o entusiasmo de quem vê uma cara que lhe faz bem.
(as caras familiares fazem-me bem)
o segurança acabado de sair do turno, barba por fazer, traz sempre A Bola. Senta-se, abre o jornal e quando eu saio já está a dormir - sairá no sítio certo?
a menina-d’óculos-contente entra a seguir e acena alegremente à mãe que a traz e a vigia da paragem. esta menina-d’óculos-contente deve ter um problema qualquer. vê-se que já teria idade para apanhar o autocarro sozinha, mas não deve conseguir. quando nos aproximamos lá está ela, sempre contente, de mão dada com a mãe. entra sempre atabalhoadamente, com uma enorme mochila, um casaco cor-de-rosa (é novo e antes do frio trazia um cinzento), o passe ao pescoço e senta-se, contente, a dizer adeus à mãe que espera na paragem, continuando invisivelmente de mão dada com ela.
(não olho nunca para trás para saber se a mãe vai logo embora)
a senhora de uns óculos enormes entra na seguinte. aqueles óculos já não existem em lugar nenhum. aquelas saias de pregas e aqueles casacos de malha curtos também não.
(isto sou eu a dizer assim, porque se exibem orgulhosamente ainda entre os Fanqueiros e a Madalena)
ali vou eu, ao pé destes e dos outros todos. a adivinhar-lhes as histórias, os empregos, as vontades do dia, o que terão comido de manhã, a música dos headphones.
(gosto tanto de tentar adivinhar as músicas. nunca devo acertar. e acho isso lindo. e continuo a tentar adivinhar todos os dias)
terça-feira, a menina-d’óculos-contente não entrou. não chegou a tempo, pensei. entretive-me com a senhora de óculos grandes (ia caindo...) e a música dos outros.
quarta-feira, a menina-d’óculos-contente não entrou.
hoje a menina-d’óculos-contente não entrou. pensei nela várias vezes esta manhã. penso nela ainda.
espero ansiosamente pelas oito de amanhã. para voltar à música dos outros e tentar agarrar invisivelmente a mão da menina que tem medo de ir sozinha. ela faz parte das minhas manhãs e não quero que lhe aconteça nada que a impeça de andar contente.
(ela não saberá nunca, mas preciso de continuar a vê-la contente. como se chamará a menina-d’óculos-contente?)
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
já uma vez aqui tinha posto este verso do Caeiro. mas hoje amanheceu assim na minha aldeia e não resisto.
o Sol disse bom dia e foi embora.
o Tejo, esse, cumpre todos os dias a sua missão. fica ali, ao meu lado, enquanto eu desço. tentando não pensar em nada, estando só ao pé dele.

terça-feira, novembro 14, 2006



e apenas os versos voam por entre todas as ruas estreitas...

quinta-feira, novembro 09, 2006

um dia destes tropecei numa frase de alguém que dizia haver apenas duas coisas que Portugal tinha e que mais ninguém tem igual: Fernando Pessoa e a luz de fim de tarde de Lisboa. Hoje saio de casa, olho para isto e compreendo uma vez mais.

domingo, novembro 05, 2006

em jeito de resposta:

a alma triste já não se desfaz.
refaz-se.
em versos. em maresia.
e em nuvens brancas.

quarta-feira, novembro 01, 2006

1 de Novembro.
2 coisas a assinalar:
este blog faz 1 ano.
fui à praia. sim. molhei-me e tudo.

terça-feira, outubro 31, 2006

segunda-feira, outubro 30, 2006

segunda-feira, outubro 23, 2006


a ver. e a ouvir.