quarta-feira, abril 25, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro
Os Direitos do Leitor
O direito de não ler.
O direito de pular páginas.
O direito de não terminar um livro.
O direito de reler.
O direito de ler qualquer coisa.
O direito de amar os "heróis" dos romances.
O direito de ler em qualquer lugar.
O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
O direito de ler em voz alta.
O direito de não falar do que se leu.
(Daniel Pennac, Como um Romance)
Os Direitos do Leitor
O direito de não ler.
O direito de pular páginas.
O direito de não terminar um livro.
O direito de reler.
O direito de ler qualquer coisa.
O direito de amar os "heróis" dos romances.
O direito de ler em qualquer lugar.
O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
O direito de ler em voz alta.
O direito de não falar do que se leu.
(Daniel Pennac, Como um Romance)
la bibliothèque en feu, Vieira da Silva
sexta-feira, abril 20, 2007
notas atrasadas e comentários atrasadíssimos. porque nos intervalos das atribulações da vida, ainda há vida.
Dúvida de John Patrick Shanley
encenação Ana Luísa Guimarães
porque gostei muito aconselho. até dia 6 de Maio, no Teatro Maria Matos.

Columbano Bordalo Pinheiro até 27 de Maio no Museu do Chiado - MNAC.
(finalmente vi este Antero ao vivo! impressionante!)
(passear por estes quadros é como passear num livro do Eça. e isso é lindo!)
regressar a Leiria com alunos. é muito canasativo mas muito interessante.
(obrigada Mana from Leiria. a sua colaboração foi fundamental - é que foi responsável pela parte mais apreciada da visita!)
a irmanzinha fez anos ontem. 28. estou a ficar cada vez mais velha ;)
Dúvida de John Patrick Shanleyencenação Ana Luísa Guimarães
porque gostei muito aconselho. até dia 6 de Maio, no Teatro Maria Matos.

Columbano Bordalo Pinheiro até 27 de Maio no Museu do Chiado - MNAC.
(finalmente vi este Antero ao vivo! impressionante!)
(passear por estes quadros é como passear num livro do Eça. e isso é lindo!)
(obrigada Mana from Leiria. a sua colaboração foi fundamental - é que foi responsável pela parte mais apreciada da visita!)
a irmanzinha fez anos ontem. 28. estou a ficar cada vez mais velha ;)
terça-feira, março 27, 2007
Dia Mundial do Teatro
Eduardo Prado Coelho
(encontrei a citação algures, creio que é do Público)
O teatro é uma dimensão da poesia, isto é, a mais alta tentativa de conseguir que cada um de nós se envolva na verdade que não existe, e que é a razão de ser daquilo que dá sentido à existência e a essa coisa (...) que é o tempo.
Eduardo Prado Coelho
(encontrei a citação algures, creio que é do Público)
quarta-feira, março 21, 2007
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia
Al Berto
(Obrigada S. pelo poema e por me lembrares que hoje é o Dia Mundial da Poesia.
à mana from leiria, obrigada pelo poema, lindo, que revejo todos os dias ao descer até casa.)
sexta-feira, março 16, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
“a única forma de abordar os romances que escrevo é apanhá-los do mesmo modo que se apanha uma doença” diz António Lobo Antunes, Prémio Camões 2007, que me apeteceu deixar aqui porque a última doença que apanhei se chama D'este viver aqui neste papel descripto - Cartas da guerra. não é um romance mas atacou-me deveras.
(pronto, a otite não conta)
sexta-feira, março 09, 2007
Faça-se luz
neste mundo profano
neste mundo profano
que é o meu gabinete
de trabalho:
uma despensa.
As outras dividiam-se
por sótãos,
eu movo-me em despensa
com presunto e arroz,
livros e detergentes.
Que a luz penetre
no meu sótão
mental
do espaço curto
E as folhas de papel
que embalo docemente
transformem o presunto
em carruagem!
Ana Luísa Amaral
para assinalar o dia de ontem, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
a todas as mulheres da minha vida. todas. as do passado, as do presente. essas, passado e presente, estarão sempre comigo. sempre. (e ontem, como hoje, não consigo deixar de pensar especialmente numa. a MC. que é minha mãe e está, uma vez mais, numa situação difícil. por incrível que pareça continuo a acreditar na força dela. e a desejar ardentemente que ela a tenha. uma vez mais).
sábado, fevereiro 24, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
"O mundo é tão vasto, espaçoso,
O céu tão amplo e majestoso!
Tudo quer ver o meu olhar,
Mas não sei como o imaginar"
Para me encontrar no infinito,
Primeiro distingo, depois junto:
Grato está meu canto e seu lume
Ao homem que às nuvens deu nome.
Joahan Wolfgang Goethe
O jogo das Nuvens (Trad. de João Barrento)
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos
terça-feira, fevereiro 13, 2007
algumas notas atrasadas:
SIM. o país desta vez não me desiludiu de todo. irrita-me a abstenção. mas o sim dá-me esperança.
a menina d'óculos contente nunca mais voltou. por onde andará ela a sorrir e a despedir-se da mãe?
todos os dias naquela paragem me lembro dela. será que continua sempre contente? será...
SIM. o país desta vez não me desiludiu de todo. irrita-me a abstenção. mas o sim dá-me esperança.
a menina d'óculos contente nunca mais voltou. por onde andará ela a sorrir e a despedir-se da mãe?
todos os dias naquela paragem me lembro dela. será que continua sempre contente? será...
resisto a habituar-me ao novo Público. é quase como se me obrigassem a mudar de jornal. e a edição online, também renovada, demora muito mais tempo a abrir. tanto vermelho e tantas imagens para quê?
Blood Diamond. Di Caprio é candidato a melhor actor. é um bom candidato. fez-se, o rapaz que começa a perder o ar
de rapazinho. Djimon Hounsou é candidato a melhor actor secundário. ora eu acho que Djimon Hounson não é um actor secundário. eu acho que ele é o herói do filme. no sentido clássico do termo. no sentido cinematográfico do termo. em todos os sentidos, espero (valha isso dos Óscares o que valer) que este menino ganhe um óscar!
Babel. não gostei. acho mau.
domingo, fevereiro 04, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
(em véspera de Roteiro Pessoano, tropecei neste Campos; ou não conhecia ou há muito que o não lia)
Ora até que enfim..., perfeitamente...
Cá está ela!
Tenho a loucura exatamente na cabeça.
Meu coração estourou como uma bomba de pataco,
E a minha cabeça teve o sobressalto pela espinha acima...
Graças a Deus que estou doido!
Que tudo quanto dei me voltou em lixo,
E, como cuspo atirado ao vento,
Me dispersou pela cara livre!
Que tudo quanto fui se me atou aos pés,
Como a sarapilheira para embrulhar coisa nenhuma!
Que tudo quanto pensei me faz cócegas na garganta
E me quer fazer vomitar sem eu ter comido nada!
Graças a Deus, porque, como na bebedeira,
Isto é uma solução.
Arre, encontrei uma solução, e foi preciso o estômago!
Encontrei uma verdade, senti-a com os intestinos!
Poesia transcendental, já a fiz também!
Grandes raptos líricos, também já por cá passaram!
A organização de poemas relativos à vastidão de cada assunto resolvido em vários —
Também não é novidade.
Tenho vontade de vomitar, e de me vomitar a mim...
Tenho uma náusea que, se pudesse comer o universo para o despejar na pia, comia-o.
Com esforço, mas era para bom fim.
Ao menos era para um fim.
E assim como sou não tenho nem fim nem vida...
Álvaro de Campos
Ora até que enfim..., perfeitamente...
Cá está ela!
Tenho a loucura exatamente na cabeça.
Meu coração estourou como uma bomba de pataco,
E a minha cabeça teve o sobressalto pela espinha acima...
Graças a Deus que estou doido!
Que tudo quanto dei me voltou em lixo,
E, como cuspo atirado ao vento,
Me dispersou pela cara livre!
Que tudo quanto fui se me atou aos pés,
Como a sarapilheira para embrulhar coisa nenhuma!
Que tudo quanto pensei me faz cócegas na garganta
E me quer fazer vomitar sem eu ter comido nada!
Graças a Deus, porque, como na bebedeira,
Isto é uma solução.
Arre, encontrei uma solução, e foi preciso o estômago!
Encontrei uma verdade, senti-a com os intestinos!
Poesia transcendental, já a fiz também!
Grandes raptos líricos, também já por cá passaram!
A organização de poemas relativos à vastidão de cada assunto resolvido em vários —
Também não é novidade.
Tenho vontade de vomitar, e de me vomitar a mim...
Tenho uma náusea que, se pudesse comer o universo para o despejar na pia, comia-o.
Com esforço, mas era para bom fim.
Ao menos era para um fim.
E assim como sou não tenho nem fim nem vida...
Álvaro de Campos
quarta-feira, janeiro 31, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
este fim-de-semana vi o documentário de Bruno Almeida, The Art of Amalia.e não posso deixar de contar que adorei conhecer melhor esta extraordinária mulher. de uma força, de uma cultura, de uma dedicação, de uma energia notáveis. Extraordinária forma de vida, diria eu.
Estranha forma de vida
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.
Amália Rodrigues
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