terça-feira, julho 03, 2007

primeiro foram as mãos que me disseram

(ecos de canção. passada e quase quase futura.)

domingo, junho 24, 2007

ontem, dia 23 de Junho, houve bandeiras arco-íris no Terreiro do Paço.
finalmente!

quinta-feira, junho 21, 2007

é com o papagaio da Maria (menina das mais lindas da minha vida!) que assinalo o início de um verão que espero que seja... AZUL

quarta-feira, junho 13, 2007

Frente a frente

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!


Eugénio de Andrade

(a 13 de junho não posso, também, deixar de me lembrar dele. há 2 anos ele deixou de escrever)
No dia do seu aniversário (Fernando Pessoa nasceu há 119 anos) uma fotografia dele com 1 ano e um poema de Alberto Caeiro


A Criança Que Pensa Em Fadas

A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

terça-feira, junho 12, 2007

Santo António de Lisboa
Era um grande pregador
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.

quadra de FERNANDO PESSOA, para quem a quadra é um vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma.

Feliz Santo António!


domingo, junho 10, 2007

E no Dia de Camões (que também é de Portugal e das Comunidades Portuguesas) alguns dos meus versos preferidos:

Pode um desejo imenso

Pode um desejo imenso
arder no peito tanto
que à branda e a viva alma o fogo intenso
lhe gaste as nódoas do terreno manto,
e purifique em tanta alteza o esprito
com olhos imortais
que faz que leia mais do que vê escrito.

(...)

Luís de Camões, Rimas/Odes
Alvalade XXI

All Stars 'O7
9 de Junho de 2007

algumas coisas boas de um fim-de-semana prolongado:

-sol.
-primeiro dia de praia.
-passear por Lisboa à noite, com os sobrinhos.
-as sandes dos cafés da Rua das Portas de Santo Antão.
-os arraiais de Alfama.
-sol.
-passear por Lisboa com os sobrinhos.
-fim de tarde com a Mana e vinho tinto.
-a Feira da Ladra.
-as primeiras sardinhas.
-um jogo de futebol no Alvalade XXI.
-mais sol.
-e os gatos. e a óptima companhia das noites fora de casa.
(para dar só alguns exemplos. Tudo com trabalho pelo meio e muitas conversas com alunos stressados no msn; época de PAP’s não dá tréguas nem em bons fins-de-semana prolongados.)

quarta-feira, junho 06, 2007

boa notícia.
os projectos, interessantíssimos, do André Murraças.
work in progress nos blogs abaixo:

In Extremis - uma carta de amor, de Neil Bartlett:
http://inextremis-teatro.blogspot.com/

Noite no ar, de André Murraças
http://noitenoar-teatro.blogspot.com/

Diário de viagem, de André Murraças:
http://diariodeviagem-teatro.blogspot.com/

vale mesmo a pena ir espreitá-lo.
RECEITA PARA FAZER O AZUL

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada, até que ele se desfaça; despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo,
deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada.
Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que possas distinguir entre uma e outra. Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim, iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser, algum dia,
imitar o céu.



Nuno Júdice

terça-feira, junho 05, 2007


Leva-me para um lugar
Onde eu goste de estar
Ou leva-me para uma cidade
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Para casa

Canta-me uma cantiga de embalar
Que me proteja do mal
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Há um céu azul a chamar por mim
A chamar-me para casa
Para casa
Perry Blake

domingo, junho 03, 2007

já cheira a sardinha. já vibra a cor. já se ouve a cantoria.





quinta-feira, maio 31, 2007


quand je n'ai pas du bleu je mets du rouge
(Picasso)


segunda-feira, maio 14, 2007

Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez.

evocando o Memorial do Convento, de Saramago, em dia de visita de estudo

(visita fantasticamente guiada. quem não leu ainda - quase todos, eu sei, saiu de lá com vontade de ler. e assim vale a pena!)

(hei-de voltar com mais fotos. tirei algumas.)

quarta-feira, maio 09, 2007

Retrato

No teu rosto começa a madrugada.
Luz abrindo
de rosa em rosa,
transparente e molhada.

Melodia
distante mas segura;
irrompendo da terra,
quente, redonda, madura.

Mar imenso,
praia deserta, horizontal e calma.
Sabor agreste.
Rosto da minha alma.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, maio 03, 2007

Revi, ontem, o André Murraças. Estará até dia 12 da Casa d'os Dias da Água, com o espectáculo More of a man.
Trata-se da reposição de dois espectáculos isolados, agora reunidos num só, continuando o projecto que o encenador e dramaturgo tem vindo a desenvolver à volta do conceito de masculinidade enquanto representação em palco.
Já tinha visto os dois isoladamente. Ontem revi-os deliciada e descobrindo sempre novas leituras. Gosto muito da concepção e dos textos de Um marido ideal, mas o André é fantástico em Pour Homme. Pour Homme é um percurso pelas representações do corpo masculino na história da arte, na publicidade e na vida quotidiana.
Parabéns André. Obrigada André.

terça-feira, maio 01, 2007














noutros tempos quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas proibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras

Al Berto (excerto.Vestígios)

Por isso quando num dia de calor /
Me sinto triste de gozá-lo tanto,/
E me deito ao comprido na erva, /
E fecho os olhos quentes, /
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,/
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril de 1974