de regresso a casa...
segunda-feira, julho 30, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
domingo, julho 22, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
entre as muitas coisas em que pensar, muitos trabalhos e muitos preparativos antes de férias, algumas coisas boas a destacar, nestes dias em que se corre e em que de tanto correr parece que não se sabe andar doutra maneira:
Luz. o novo disco de Pedro Abrunhosa. já tinha saudades dos poemas deste menino. e arrepiei-me quase até às lágrimas com a Balada de Gisberta (prometo pô-la aqui um dia destes)
Asfixia. de Pedro Paixão. apetece-me tanto lê-lo a toda a hora, que tendo pena de acabar, faço o esforço de dosear a leitura, para fruir devagar este prazer.sexta-feira, julho 06, 2007
Bethânia fantástica, esta noite no Coliseu.
onde a revi com a mesma força e maravilhosa voz de sempre. desta vez navegando num "mar de Sophia".
deixo aqui, claro, o poema azul
O mar / Beijando a areia / E o céu / A lua cheia / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Que prateia / Os cabelos do meu bem / Que olha o mar / Beijando a areia / E uma estrelinha / Sôlta do céu / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Um beijo meu
Sérgio Ricardo
quinta-feira, junho 21, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
No dia do seu aniversário (Fernando Pessoa nasceu há 119 anos) uma fotografia dele com 1 ano e um poema de Alberto Caeiro

A Criança Que Pensa Em Fadas
A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas
A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
terça-feira, junho 12, 2007
domingo, junho 10, 2007
E no Dia de Camões (que também é de Portugal e das Comunidades Portuguesas) alguns dos meus versos preferidos:
Pode um desejo imenso
Pode um desejo imenso
arder no peito tanto
que à branda e a viva alma o fogo intenso
lhe gaste as nódoas do terreno manto,
e purifique em tanta alteza o esprito
com olhos imortais
que faz que leia mais do que vê escrito.
(...)
Luís de Camões, Rimas/Odes
Pode um desejo imenso
Pode um desejo imenso
arder no peito tanto
que à branda e a viva alma o fogo intenso
lhe gaste as nódoas do terreno manto,
e purifique em tanta alteza o esprito
com olhos imortais
que faz que leia mais do que vê escrito.
(...)
Luís de Camões, Rimas/Odes
algumas coisas boas de um fim-de-semana prolongado:
-sol.
-primeiro dia de praia.
-passear por Lisboa à noite, com os sobrinhos.
-as sandes dos cafés da Rua das Portas de Santo Antão.
-os arraiais de Alfama.
-sol.
-passear por Lisboa com os sobrinhos.
-fim de tarde com a Mana e vinho tinto.
-a Feira da Ladra.
-as primeiras sardinhas.
-um jogo de futebol no Alvalade XXI.
-mais sol.
-e os gatos. e a óptima companhia das noites fora de casa.
(para dar só alguns exemplos. Tudo com trabalho pelo meio e muitas conversas com alunos stressados no msn; época de PAP’s não dá tréguas nem em bons fins-de-semana prolongados.)
-sol.
-primeiro dia de praia.
-passear por Lisboa à noite, com os sobrinhos.
-as sandes dos cafés da Rua das Portas de Santo Antão.
-os arraiais de Alfama.
-sol.
-passear por Lisboa com os sobrinhos.
-fim de tarde com a Mana e vinho tinto.
-a Feira da Ladra.
-as primeiras sardinhas.
-um jogo de futebol no Alvalade XXI.
-mais sol.
-e os gatos. e a óptima companhia das noites fora de casa.
(para dar só alguns exemplos. Tudo com trabalho pelo meio e muitas conversas com alunos stressados no msn; época de PAP’s não dá tréguas nem em bons fins-de-semana prolongados.)
quarta-feira, junho 06, 2007
boa notícia.
os projectos, interessantíssimos, do André Murraças.
work in progress nos blogs abaixo:
In Extremis - uma carta de amor, de Neil Bartlett:
http://inextremis-teatro.blogspot.com/
Noite no ar, de André Murraças
http://noitenoar-teatro.blogspot.com/
Diário de viagem, de André Murraças:
http://diariodeviagem-teatro.blogspot.com/
vale mesmo a pena ir espreitá-lo.
os projectos, interessantíssimos, do André Murraças.
work in progress nos blogs abaixo:
In Extremis - uma carta de amor, de Neil Bartlett:
http://inextremis-teatro.blogspot.com/
Noite no ar, de André Murraças
http://noitenoar-teatro.blogspot.com/
Diário de viagem, de André Murraças:
http://diariodeviagem-teatro.blogspot.com/
vale mesmo a pena ir espreitá-lo.
RECEITA PARA FAZER O AZUL
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada, até que ele se desfaça; despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo,
deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada.
Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que possas distinguir entre uma e outra. Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim, iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser, algum dia,
imitar o céu.
Nuno Júdice
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada, até que ele se desfaça; despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo,
deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada.
Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que possas distinguir entre uma e outra. Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim, iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser, algum dia,
imitar o céu.
Nuno Júdice
terça-feira, junho 05, 2007
Leva-me para um lugar
Onde eu goste de estar
Ou leva-me para uma cidade
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Para casa
Canta-me uma cantiga de embalar
Que me proteja do mal
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Há um céu azul a chamar por mim
A chamar-me para casa
Para casa
Onde eu goste de estar
Ou leva-me para uma cidade
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Para casa
Canta-me uma cantiga de embalar
Que me proteja do mal
Onde o céu azul chame por mim
Onde o céu azul me chame para casa
Há um céu azul a chamar por mim
A chamar-me para casa
Para casa
Perry Blake
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