quinta-feira, agosto 30, 2007

ah, e já me esquecia...
obrigada a todos os que não se esqueceram do dia 10.
continuo a gostar muito de fazer anos!

quarta-feira, agosto 29, 2007

porque ainda estou de férias e elas são para aproveitar até ao último dia, resolvi regressar com a ideia de passeio. mas já que aqui vim, algumas coisas a assinalar:
  • livros de verão (só porque os li neste mês que para mim, é O mês de verão)

de Cuca Canals: 500 mil histórias de amor (nada como os bons velhos tempos de Berta, A grande ou Chora Alegria, os meus livros preferidos dela)

de Haruki Murakami: Sputnik, meu amor (um livro estranho, dizia-me a Cat, que mo deu; estranha-se, sim, mas entranha-se, do princípio ao fim. recomendo vivamente)
de Dorothy Parker: Contos (finalmente a ler esta menina. muito bom)
  • filmes de verão

David Silverman: The Simpsons: The Movie (mas quem é que não delira com a cena do "spider-pig"?)

Gregg Araki: Mysterious Skin

Quentin Tarantino: À Prova de Morte

Bruce A. Evans: A Face Oculta de Mr. Brooks

tristeza de verão

Eduardo Prado Coelho

(reli hoje quase todas as crónicas desde 1998 ainda online no site do Público)

vamos passear!
vamos?

sexta-feira, agosto 24, 2007

tempo de férias!

e o melhor das férias é...
chegar e prolongar as férias!

domingo, agosto 12, 2007


vim!
agora so volto dia 20.
(nao me esqueci dos acentos, este teclado nao me deixa po-los)
boas ferias!!!!!

terça-feira, agosto 07, 2007


a última ceia ou sobre "O Cerejal" de Anton Tchékhov

com ana ribeiro, mónica calle, mónica garnel, rita só e rute cardoso



fui ver ontem. quer dizer, esta peça não se vê, vive-se.

vou tentar explicar. o que a Mónica Calle propunha era "um jantar para 25 pessoas, 4 semanas, 4 ementas, 4 apresentações diferentes". participámos na segunda. e esta foi, de facto, uma experiência diferente. estamos à mesa, com as actrizes, que dizem (bem) o texto. e o resto foi acontecendo, o texto, o jantar, a partilha, o riso (com a Ivette ao meu lado quem me aguentaria calada?).

a desconstrução do texto de Tchékhov e a proposta arrojada de Monica Calle venceram e fizeram-me ganhar a noite. depois, no final, ficamos a conversar com os actores e a falar sobre o que ali se passou.

bem, primeiro estranha-se, depois entranha-se, como dizia o outro. mas vale mesmo a pena.
pela primeira vez na vida consegui abrir uma garrafa de champanhe sozinha! quase um ano e meio depois de viver sozinha atrevi-me. e consegui!!!! tinha tanto medo!...
(agora vou ter de a beber toda sozinha! para comemorar!...)

segunda-feira, agosto 06, 2007



e lá fui.

gostei especialmente de 3 coisas:

- o trabalho de Vivan Sundaram, neto de Amrita Sher-Gil que recuperou uma montagem de fotografias de Amrita, tiradas na Índia e em Paris na década de 30. encontra-se na sala Re-take. adorei e demorei-me a olhá-las.

- Aino Kannisto, da Finlândia (jovem, nasceu em 1974) - também fotografia. gostei mesmo muito. talvez a minha grande descoberta da visita, cujo trabalho andei já a espiolhar para conhecer melhor.

- elejo 2 quadros:

Portrait of Jacqueline, 1984, de Julian Schnabel

The Barn, 1994, de Paula Rego

fim de tarde.
sexta-feira.
praia preferida.
óptima companhia.
Meco. Praia das Bicas.



e a noite a chegar...
o mesmo sítio.
a mesma paz.
uma fogueira acesa.
maravilhosa companhia.
para sempre.
Meco. é mesmo um dos meus "sítios". vá onde for, faça o que fizer, voltarei sempre cá.

quarta-feira, agosto 01, 2007

inquietam-me as cores fortes no céu
as nuvens inseguras
as que se deixam vencer
pelo sol a arder.


inquieta-me a estrada
vence-me a ponte.

regresso.

admirável estrada que me leva
a ti.
Nunca te direi a verdade toda.
Mas nos olhos levo-te as cores fortes do céu deste dia.

Para todos os dias.



terça-feira, julho 31, 2007

o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.

José Luís Peixoto
Michelangelo Antonioni
(1912 - 2007)


acho que nem consigo dizer grande coisa.
este é também um gigante na minha vida.

(foi com a Amélia Pais que vi este filme pela primeira vez. foi por ela que soube do Bergman ontem. e do Antonioni hoje. e sim, foi ela quem me ajudou a apaixonar pelo cinema. para sempre.)

segunda-feira, julho 30, 2007

Ingmar Bergman
(1918-2007)










passei o dia sem net - (como isso agora nos desliga do mundo!). cheguei a casa e soube. Ingmar Bergman morreu hoje. não posso deixar de sentir este vazio quando um gigante morre. uma amiga (curiosamente alguém que na adolescência me ajudou a apaixonar pelo cinema) dizia num mail que ele a ajudou a ver cinema. pois é. para sempre.

(não poderia escolher nenhuma imagem minha para este post - Persona, 1966)
de regresso a casa...
cheira a calor em Lisboa...

quarta-feira, julho 25, 2007

amanhã há festa. no Musicbox (Rua Nova do Carvalho, nº 24. Cais do Sodré. Lisboa)
(a minha camisa será desta cor)

terça-feira, julho 24, 2007

vigias-me os passos
todos os dias

és da rua
da calçada
e do Tejo ao fundo

vigias-me os passos
todos os dias

chamo-te e vens.
és Alice.

(e este post é dedicado à Cat, a madrinha)

domingo, julho 22, 2007


Agua de Rosas

Eres... vara de Romero
madre del deseo
que el rio cantó
Eres... suripanta del pueblo
la mujer que mas quiero
que me da de beber






Lila Downs. Festival Delta Tejo. 21 de Julho.
muito muito bom.
(e claro que dedico este post à mana from leiria)

sábado, julho 21, 2007



Mutantes. Festival Delta Tejo. 20 de Julho. Lindos!




e a maravilhosa Zélia Duncan. Linda!







quinta-feira, julho 19, 2007



entre as muitas coisas em que pensar, muitos trabalhos e muitos preparativos antes de férias, algumas coisas boas a destacar, nestes dias em que se corre e em que de tanto correr parece que não se sabe andar doutra maneira:

Luz. o novo disco de Pedro Abrunhosa. já tinha saudades dos poemas deste menino. e arrepiei-me quase até às lágrimas com a Balada de Gisberta (prometo pô-la aqui um dia destes)







Asfixia. de Pedro Paixão. apetece-me tanto lê-lo a toda a hora, que tendo pena de acabar, faço o esforço de dosear a leitura, para fruir devagar este prazer.

sexta-feira, julho 06, 2007



Bethânia fantástica, esta noite no Coliseu.

onde a revi com a mesma força e maravilhosa voz de sempre. desta vez navegando num "mar de Sophia".

deixo aqui, claro, o poema azul

O mar / Beijando a areia / E o céu / A lua cheia / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Que prateia / Os cabelos do meu bem / Que olha o mar / Beijando a areia / E uma estrelinha / Sôlta do céu / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Um beijo meu

Sérgio Ricardo