sábado, novembro 03, 2007

A Estranha em Mim - The Brave One
de Neil Jordan
desde 1992, com The Crying Game, que o Neil Jordan não me dava um soco no estomâgo como este (e depois da desilusão do Breakfast on Pluto).
um filme forte sobre o medo, a força e a estranheza de uma mulher quando se perde dentro da força que arranja para combater o medo. violento. como a estranheza da condição humana.
e uma sempre bem-vinda Jodie Foster (que também se redime da minha desilusão com o seu Flightplan)

Paraíso
de Olga Roriz
com Catarina Câmara, Maria Cerveira, Sara Carinhas, Sylvia Rijmer, Bruno Alexandre, Pedro Santiago Cal

Teatro São Carlos - até 4 de Novembro


Integrado no espaço da programação dedicado à dança contemporânea do Teatro de São Carlos o espectáculo de Olga Roriz inspirou-se no musical americano e tem a particularidade de algumas canções serem interpretadas pelos bailarinos.
Há muito tempo que um espectáculo não me esmagava desta maneira (ri, chorei, arrepiei, turbilhei!).
A maravilhosa Sara Carinhas canta ‘Homens e Mulheres’ e ‘Bang Bang’ - You shot me down / Bang Bang, I hit the ground
(ainda têm tempo até dia 4; é que vale mesmo a pena!)

terça-feira, outubro 30, 2007

este fim-de-semana soube a
lareira
cheirou a
frio
gargalhadas
e céu azul.

quarta-feira, outubro 24, 2007

o dia começou atrasado, depois de uma noite de insónia perdi o autocarro pela primeira vez corri para apanhar o metro entrei num autocarro a abarrotar apanhei chuva quando saí do autocarro e continuei com um sorriso nos lábios. dois sorrisos juntos.
E a leitura da semana foi:
Fernando Pessoa, O menino da sua mãe
de Amélia Pinto Pais
este livro é LINDO. não escrevi aqui sobre ele há mais tempo porque não saberia o que dizer.
foi apresentado na Casa Fernando Pessoa na semana passada e foi com uma imensa emoção que percebi que continuo a sentir-me a deslumbrada aluna da melhor professora do mundo. que neste livro nos ensina como é lindo e grande este menino, Fernando Pessoa. há vinte anos que aprendo com ela, sempre.
(entretanto na sexta-feira à noite vivi um momento lindo quando partilhei o livro, os poemas e a emoção (a irmazinha quis que eu lesse!) com aquelas pessoas lindas que foram a correr comprá-lo. amo-vos por tudo, por nada e por isso)
les chansons d'amour
de Christophe Honoré

gostei deste filme porque:
- adoro Paris e tenho saudades,
- adoro a língua francesa e ouço-a pouco;
- continuo a achar que a língua francesa está muito próxima da língua do amor;
- o amor é o amor - quando é múltiplo (poli?), quando é indefinido, quando é difícil, quando é grande, quando dura muito e quando dura pouco e não tem orientação, predefinida ou socialmente reprimida;
- saí com um sorriso nos lábios e o coração contente;
gostei muito deste filme.


e há mais tempo vi

o capacete dourado
de Jorge Cramez

gostei deste filme porque:
- é português e gosto e vou ver cinema português;
- a banda sonora é muito interessante;
- os actores, jovens, prometem (e aqui cumprem!);
- este plano da noite da festa é LINDO e salvaria um filme;
- gostei de ver um amigo num "papel" diferente;
- o mais recente cinema português está quase todo lá (é que está mesmo e isso é genial).
a pedido de várias famílias (pronto, houve uma que insistiu mais...) volto a iniciar a tentativa de registar aqui os filmes que vou vendo. pelo menos aqueles de que vou gostando. prometo que vou tentar (às vezes o tempo não dá para tudo).

sexta-feira, outubro 19, 2007

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
Elmer G. Letterman
como a minha AMIGA afg está mais velha um ano e eu me alegro, e muito, por ela estar mais um ano na minha vida aqui lhe deixo esta praia, que é das que mais gosto no mundo (e ela uma menina das que mais gosto também. ela sabe, mas sei que gosta que a lembre!). parabéns!

terça-feira, outubro 16, 2007


Um gato vivo é qualquer coisa linda
Nada existe com mais serenidade
Mesmo parado ele caminha ainda
As selvas sinuosas da saudade
(de um soneto de Vinicius de Moraes)
a Alice desapareceu. há mais de quinze dias que não me vê chegar a casa. olho à minha volta e tento encontrá-la todos os dias no meu caminho. os filhos dela andam por cá e esperam. a olhar o Tejo. e a olhar para mim.

domingo, outubro 07, 2007

fim-de-semana prolongado soube a
cinema exposição o corpo humano como nunca o viu passeios na Baixa 8ª Festa do Cinema Francês passeios jantar em família irmanzinha Adolfo e Eva juntos gato Rosa e gata Azul O Segredo Feira da Ladra sardinha assada Jardim da Estrela eléctrico 28 fotografar Lisboa experiências com vermicelli e tudo aquilo que não posso contar
e como fim-de-semana prolongado soube a
pouco
o melhor do fim-de-semana prolongado é prolongá-lo
até segunda :)

sexta-feira, outubro 05, 2007

hoje é dia de oferecer flores.
é Dia da República.
é Dia do Professor.
é dia da Melhor Professora do Mundo. a quem dedico especialmente estas flores.

terça-feira, outubro 02, 2007

hoje uma menina dedicou um post aos gatos que conhece. como já me perguntou várias vezes pelo Adolfo, que também lá está, e não se têm cruzado, aqui fica. olha como ele está grande!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.

Sim, mas agora,

Enquanto dura esta hora,

Este luar, estes ramos,

Esta paz em que estamos,

Deixem-me crer

O que nunca poderei ser.

Fernando Pessoa


quinta-feira, setembro 13, 2007


Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Tenzin Gyatso, Dalai Lama

quarta-feira, setembro 12, 2007

Esta tarde a trovoada caiu
Pelas encostas do céu abaixo
Como um pedregulho enorme...

Como alguém que duma janela alta
Sacode uma toalha de mesa,
E as migalhas, por caírem todas juntas
Fazem algum barulho ao cair,
A chuva chiou do céu
E enegreceu os caminhos...

Quando os relâmpagos sacudiam o ar
E abanavam o espaço
Como uma grande cabeça que diz não,
Não sei porquê - eu não tinha medo -
Quis-me rezar a Santa Bárbara
Como se eu fosse a velha tia de alguém...

Ah, é que rezando a Santa Bárbara
Eu sentir-me-ia ainda mais simples
Do que julgo que sou...
Sentir-me-ia familiar e caseiro
E tendo passado a vida
Tranquilamente, ouvindo a chaleira,
E tendo parentes mais velhos que eu
E fazendo isso como se florisse assim.
Sentir-me-ia alguém que possa acreditar em Santa Bárbara...
Ah, poder crer em Santa Bárbara!

(Quem crê que há Santa Bárbara,
Julgará que ela é gente e visível
Ou que julgará dela?)

(Que artifício! Que sabem
As flores, as árvores, os rebanhos,
De Santa Bárbara,?... Um ramo de árvore,
Se pensasse, nunca podia
Construir santos nem anjos...
Poderia julgar que o sol
Alumia e que a trovoada
É um barulho repentino
Que principia com luz.
Ah, como os mais simples dos homens
São doentes e confusos e estúpidos
Ao pé da clara simplicidade
E saúde de existir
Das árvores e das plantas!)

E eu, pensando em tudo isto,
Fiquei outra vez menos feliz...
Fiquei sombrio e adoecido e soturno
Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça
E nem sequer de noite chega...


Alberto Caeiro

domingo, setembro 09, 2007



Da rosa silvestre,
pétalas caem aos poucos -
ao som da cascata?

Matsuo Bashô (1644-1694)

Imagens orientais - versão portuguesa de Luísa Freire





Kyoto Gardens, Holland Park, Londres

sábado, setembro 08, 2007

HAIRSPRAY

muito divertido! com uma mensagem linda ainda hoje! porque há ritmos que não nos podem mesmo fazer parar. nunca. que a diferença não nos faça parar. e que o ritmo nos faça prosseguir sempre!


Nikki Blonsky

linda!!!!!!!!!!!!!!








(e os meninos que me acompanharam são dos mais lindos do mundo!)

quinta-feira, setembro 06, 2007

...
Acredita no que desejas, as palavras
decalcam do teu coração
a palpitação que, adolescente, sentes às 3
da tarde no banco de cimento,
e o verão e as árvores e as aves
levam-te ao enfeite ideológico
da paixão.
...
Fernando Luís Sampaio, Falsa Partida
o banco não é de cimento, mas é de verão. e o recado urgente na noite (e nos dias que nos fazem)

terça-feira, setembro 04, 2007

toda a gente precisa de um sítio para pensar





segunda-feira, setembro 03, 2007

Um ano diferente

Começa hoje um ano lectivo diferente.
Perco no quotidiano da casa em que trabalho uma das coisas mais importantes que aqui ganhei – uma das pessoas mais importantes da minha vida. Os nossos caminhos cruzaram-se nesta escola e foram feitos de muitas horas de trabalho. A nossa cumplicidade no trabalho, o nosso empenho, algumas vezes a nossa discordância, muitas vezes a nossa luta, acabou, não poderia ser doutra forma, por nos aproximar para lá do portão desta escola.

Apoio-te incondicionalmente na decisão que tomaste, Vera. Acho que deves fazê-lo. Mas quero que saibas que a minha vida nesta escola será para sempre diferente. Será para sempre menos cheia e menos feliz! Vou ter muitas saudades de trabalhar contigo, de discordar de ti, de me enervar contigo, de lutar contra as tuas momentâneas intransigências. Vou ter muitas saudades dos teus matinais beijos na testa e de me apertares as bochechas até à vermelhidão! Vou ter saudades das tuas cuscuvilhices e das tuas perguntas difíceis!
Temos uma enorme alegria em comum, a Mimicas, somos comadres!:)
Seremos para sempre amigas, tenho a certeza! Mas a minha vida nesta escola, este ano e para sempre, será muito diferente!

Obrigada por tudo o que fizeste pelos nossos alunos!
E as maiores felicidades do mundo no novo emprego!
A partir de hoje continuaremos juntas. Para lá do portão desta escola.

quinta-feira, agosto 30, 2007

ah, e já me esquecia...
obrigada a todos os que não se esqueceram do dia 10.
continuo a gostar muito de fazer anos!