és feita de pedra e de luz
quando te atravesso
és infinitamente grande
raiva de não te poder abraçar inteira.
é quando te atravesso que te abraço.
regresso à origem
de Lisboa em mim à noite
um travesti que perdeu o gosto pela vida é confrontado com a alegria de viver de um adolescente com síndrome de Down" e essa é uma promessa simples mas ambiciosa. naturalmente ambiciosa porque lida com preconceitos difíceis de ultrapassar numa sociedade rural e de um tempo bem mais intolerante.
A Estranha em Mim - The Brave One
Paraíso
E a leitura da semana foi:
gostei deste filme porque:
hoje é dia de oferecer flores.de Cuca Canals: 500 mil histórias de amor (nada como os bons velhos tempos de Berta, A grande ou Chora Alegria, os meus livros preferidos dela)
de Haruki Murakami: Sputnik, meu amor (um livro estranho, dizia-me a Cat, que mo deu; estranha-se, sim, mas entranha-se, do princípio ao fim. recomendo vivamente)David Silverman: The Simpsons: The Movie (mas quem é que não delira com a cena do "spider-pig"?)
Gregg Araki: Mysterious Skin
Quentin Tarantino: À Prova de Morte
Bruce A. Evans: A Face Oculta de Mr. Brooks
tristeza de verão
Eduardo Prado Coelho
(reli hoje quase todas as crónicas desde 1998 ainda online no site do Público)


e lá fui.
gostei especialmente de 3 coisas:
- o trabalho de Vivan Sundaram, neto de Amrita Sher-Gil que recuperou uma montagem de fotografias de Amrita, tiradas na Índia e em Paris na década de 30. encontra-se na sala Re-take. adorei e demorei-me a olhá-las.
- Aino Kannisto, da Finlândia (jovem, nasceu em 1974) - também fotografia. gostei mesmo muito. talvez a minha grande descoberta da visita, cujo trabalho andei já a espiolhar para conhecer melhor.
- elejo 2 quadros:
Portrait of Jacqueline, 1984, de Julian Schnabel
The Barn, 1994, de Paula Rego
Michelangelo Antonioni
Ingmar Bergman
Luz. o novo disco de Pedro Abrunhosa. já tinha saudades dos poemas deste menino. e arrepiei-me quase até às lágrimas com a Balada de Gisberta (prometo pô-la aqui um dia destes)
Asfixia. de Pedro Paixão. apetece-me tanto lê-lo a toda a hora, que tendo pena de acabar, faço o esforço de dosear a leitura, para fruir devagar este prazer.Bethânia fantástica, esta noite no Coliseu.
onde a revi com a mesma força e maravilhosa voz de sempre. desta vez navegando num "mar de Sophia".
deixo aqui, claro, o poema azul
O mar / Beijando a areia / E o céu / A lua cheia / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Que prateia / Os cabelos do meu bem / Que olha o mar / Beijando a areia / E uma estrelinha / Sôlta do céu / Que cai no mar / Que abraça a areia / Que mostra ao céu / E à lua cheia / Um beijo meu
Sérgio Ricardo
