segunda-feira, setembro 15, 2008
quinta-feira, setembro 11, 2008
regresso
um grande susto - já passou.
umas não-férias – para o ano há mais!
fiz 35 anos (e os amigos que não se esqueceram salvaram o dia).
voltei e isso é que interessa.
(e tenho uma máquina nova que voltou a despertar uma enormíssima vontade de fotografar :)…)
comecei um novo ano lectivo. com o ânimo reforçado depois do comentário que uma ex-aluna aqui deixou (não faço nada de mais, Nair. obrigada pelas suas palavras. assim vale mais a pena!)
quinta-feira, agosto 07, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
Kierkegaard
e isto porquê? chego a casa, olho o Tejo e estou... de férias!!!!
sexta-feira, julho 25, 2008
filmes em dia
Tropa de Elite
de José Padilha
sim, sei que já toda a gente tinha visto em casa. eu própria já tinha o filme em casa, à espera das férias. mas podendo, escolho sempre, claro, o “escurinho do cinema”.
adorei o Wagner Moura. este é um retrato absolutamente trágico da actual realidade brasileira, a corrupção já não é um problema, é o próprio sistema, a polícia é ineficaz, os bem-intencionados movem-se à força dos seus bem-intencionados interesses pessoais. não sobra nada e não há heróis. há pessoas apenas. e as pessoas morrem.
um murro no estômago. (com Cidade de Deus e Fernando Meirelles por lá a pairar…)
Vigilância
não dá para dizer “tal pai tal filha” porque lhe falta aquilo a que me apetece chamar uma certa “pujança onírica” mas é interessante e conseguiu surpreender-me quase no final… gostei do Bill Pullman (e daquele plano final da miúda…)
lindo como um verso no campo. (serão lindos os versos no campo? eu às vezes digo cada coisa…)
este filme é lindo. pelas pastoras. pela poesia. pelos campos. porque sim.
segunda-feira, julho 21, 2008
leituras em dia
Histórias Falsas, O Senhor Calvino, O Senhor Walser (Ed. Caminho) - Gonçalo M. Tavares
Imaginália - Graciete Nobre
Houve uma pessoa que nunca existiu, por exemplo. Chamava-se ele exactamente pessoa: Fernando Pessoa.
Por nunca ter existido verdadeiramente, todos se sentem no direito de o imaginar.
Imaginam-no sempre com um chapéu na cabeça e é também assim que os pintores o retratam. E com óculos.
O chapéu, por exemplo, é uma prova de que esse homem provavelmente nunca existiu, uma vez que não é uma coisa essencial ao ser. Ou talvez sirva apenas para fingir a sua não existência. Do seu não ter existido nunca.
Pois ele nunca sentiu o prazer de se saber sonhado pelos outros, e quando dormia nunca usava chapéu. Quando se sonhava a ele mesmo a dormir…
Nem óculos.
Sendo assim, quando dormia não existia, segundo a imaginação dalguns.
É por isso que o sonho dos outros é sempre mais real do que a própria realidade.
Pois só existe aquilo que se imagina [no tempo].
Talvez seja isso que não existe nada no fundo do mar. Ou se existe não interessa. Nunca ninguém foi lá ver… ou talvez alguém tenha ido, mas mesmo assim não importa.
Imaginália, porém, é como se fosse o fundo do mar. É a cidade secreta.
domingo, julho 20, 2008
Leonard Cohen
sexta-feira, julho 18, 2008
Uma das janelas de Calvino, a com melhor vista para a rua, era tapada por duas cortinas que, no meio, quando se juntavam, podiam ser abotoadas. Uma das cortinas, a do lado direito, tinha botões e a outra, as respectivas casas.
Calvino, para espreitar por essa janela, tinha primeiro de desabotoar os sete botões, um a um. Depois sim, afastava com as mãos as cortinas e podia olhar, observar o mundo. No fim, depois de ver, puxava as cortinas para a frente da janela, e fechava cada um dos botões. Era uma janela de abotoar.
Quando de manhã abria a janela, desabotoando, com lentidão, os botões, sentia nos gestos a intensidade erótica de quem despe, com delicadeza, mas também com ansiedade, a camisa da amada.
Olhava depois da janela de um outra forma. Como se o mundo não fosse uma coisa disponível a qualquer momento, mas sim algo que exigia dele, e dos seus dedos, um conjunto de gestos minuciosos.
Daquela janela o mundo não era igual.
quinta-feira, julho 17, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
Poesia
quarta-feira, julho 09, 2008
presente
esta foto de um circo longínquo....
e...
Eu quero simplesmente
Te dar um presente
A rosa dos tempos desabrocha, desabrocha
Desabrocha novamente
Eu quero simplesmente
A vida semente
A mente que vibra
Vibra as fibras da cidade
Que vibra novamente
Eu quero simplesmente
Você nesse instante
Amante da vida da vida amante
E o gozo do mundo, gozo sem fundo
Gozamos durante
Zé Miguel Wisnik
(cantado por Zélia Duncan, no "eu me transformo em outras")
segunda-feira, julho 07, 2008
quarta-feira, julho 02, 2008
NuvensEncantei-me com as nuvens, como se fossem calmas
terça-feira, julho 01, 2008
Gonçalo M. Tavares, Um Homem: Klaus Klump, romance, Caminho, 2003
domingo, junho 29, 2008
Gosto do céu porque não creio que elle seja infinito.
Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?
Não creio no infinito, não creio na eternidade.
Creio que o espaço começa numa parte e numa parte acaba
E que agora e antes d’isso há absolutamente nada.
Creio que o tempo tem um princípio e tem um fim,
E que antes e depois d’isso não havia tempo.
Porque ha de ser isto falso? Falso é fallar de infinitos
Como se soubessemos o que são de os podermos entender.
Não: tudo é uma quantidade de cousas.
Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.
Fernando Pessoa
Poema inédito, sem data, transcrito por Jerónimo Pizarrro, em 2008
sábado, junho 28, 2008
sexta-feira, junho 13, 2008

Cantigas de portugueses
São como barcos no mar -
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.
terça-feira, junho 10, 2008
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.
Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, rústico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.
Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;
Que eu só em humilde estado me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.
Luís de Camões
segunda-feira, junho 09, 2008
domingo, junho 08, 2008
ao rock in rio
à praia
beber cervejas (nem kyr)
ao cinema
e não fiz muitas outras coisas que gostaria de ter feito.
trabalhei muitas horas (ganhámos uma importante competição nacional :)). tive algumas conversas difíceis. andei muito aflita de um dedo. continuei a trabalhar muito.
como apesar de tudo estou bem viva, viva ao Pepe, que marcou o primeiro golo:
segunda-feira, maio 26, 2008
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos com a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e de aspirina.
Álvaro de Campos (14-3-31)
domingo, maio 25, 2008
sexta-feira, maio 23, 2008
Ainda bem
que o tempo passou
e o amor que acabou
não saiu...
Ainda bem
que há um fado qualquer
que diz tudo o que vida
não diz...
Ainda bem
que Lisboa não é
a cidade perfeita
para nós...
Ainda bem
que há um beco qualquer
que dá eco
a quem nunca tem voz...
Ainda agora vi a louca
sozinha a cantar
do alto daquela janela...
Há noites em que a saudade
me deixa a pensar
um dia juntar-me a ela
um dia cantar como ela...
Ainda bem
que eu nunca fui capaz
de encontrar a viela
a seguir...
Ainda bem
que o Tejo é lilás
e os peixes não páram
de rir...
Ainda bem
que o teu corpo não quer
embarcar na tormenta
do meu...
Ainda bem...
Se o destino quiser
esta trágica história
sou eu...
Ainda agora vi a louca...
Pedro da Silva Martins.
este menino é um dos que criaram e cantam como Deolinda. o disco chama-se "Canção ao lado". parece que querem cantar a tristeza a rir. e conseguem. são lindos. o disco também. a Ana Bacalhau dá a voz (e o corpo e a gargalhada...) a esta Deolinda. adorei vê-los ao vivo. e hoje ouvi várias vezes esta canção. (obrigada Cat. - é por estas e por outras...)
quarta-feira, maio 07, 2008
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte
Os beijos merecidos da Verdade.
Horizonte, Mensagem, Fernando Pessoa
Ontem uma aluna lia este poema em voz alta numa aula. Eu lia outra coisa e pareceu-me diferente o último verso. Parte do diálogo que se seguiu:
Prof.: A. o que disse no último verso?
Aluna: disse “os beijinhos merecidos da verdade”, professora!
Prof.: beijinhos??? Mas não é isso que lá está!
Aluna: ó professora, ninguém diz beijos…. Nem reparei, mas não tem mal pois não? Toda a gente diz beijinhos!
(esta aula aconteceu ontem, com uma turma do 12º ano;
domingo, abril 27, 2008
Dentro do mar tem rio...
Dentro de mim tem o quê?
Vento, raio, trovão
As águas do meu querer
Dentro do mar tem rio...
Lágrima, chuva, aguaceiro
Dentro do rio tem um terreiro
Dentro do terreiro tem o quê?
Dentro do raio trovão
E o raio logo se vê
Depois da dor se acende
Tua ausência na canção
Deságua em mim a paixão
No coração de um berreiro
Dentro de você o quê?
Chamas de amor em vão
Um mar de sim e de não
Dentro do mar tem rio
É calmaria e trovão
Dentro de mim tem o quê?
Dentro da dor a canção
Dentro do guerreiro flor
Dama de espada na mão
Dentro de mim tem você
Beira-marBeira-mar
Ê ê beiramar
Cheguei agora
Ê ê beira-mar
Beira-mar beira de rio
Ê ê beira-mar
Maria Bethânia, Mar de Sophia
sexta-feira, abril 25, 2008
Canto Moço
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
Zeca Afonso
terça-feira, abril 22, 2008
porque ontem estive no Coliseu a ver, ouvir e a gostar do Nick Cave hoje o poema é dele:I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
...
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candlew burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms
quinta-feira, abril 10, 2008
(muitas palavras têm cores na minha cabeça quando as penso. o vento é cinzento.)
se o vento é a ignição
se o vento é a ignição
das árvores venha o
temporal, elas ateadas sobre
as nossas cabeças, desmembradas
da terra como voadores desajeitados, meu pai
já conheço o vão da tua fome, peço-te,
faz de mim uma colher
divina
valter hugo mãe
para vos engordar a alma
útero
edições quasi
2003
sexta-feira, abril 04, 2008
Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral
Às Cegas
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
Todos os dias, como antigamente,
Falar-me nessa lúcida visão -
Estranha, sensualíssima, mordente;
Se eu pudesse contar-te e tu me ouvisses,
Meu pobre e grande e genial artista,
O que tem sido a vida - esta boémia
Coberta de farrapos e de estrelas,
Tristíssima, pedante, e contrafeita,
Desde que estes meus olhos numa névoa
De lágrimas te viram num caixão;
Se eu pudesse, Fernando, e tu me ouvisses,
Voltávamos à mesma: Tu, lá onde
Os astros e as divinas madrugadas
Noivam na luz eterna de um sorriso;
E eu, por aqui, vadio de descrença
Tirando o meu chapéu aos homens de juízo...
Isto por cá vai indo como dantes;
O mesmo arremelgado idiotismo
Nuns senhores que tu já conhecias
- Autênticos patifes bem falantes...
E a mesma intriga: as horas, os minutos,
As noites sempre iguais, os mesmos dias,
Tudo igual! Acordando e adormecendo
Na mesma cor, do mesmo lado, sempre
O mesmo ar e em tudo a mesma posição
De condenados, hirtos, a viver -
Sem estímulo, sem fé, sem convicção...
Poetas, escutai-me. Transformemos
A nossa natural angústia de pensar -
Num cântico de sonho!, e junto dele,
Do camarada raro que lembramos,
Fiquemos uns momentos a cantar!
António Botto
Poema de Cinza
As Canções de António Botto
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
dizem que em sua boca se realiza a flor
outros afirmam:
a sua invisibilidade é aparente
mas nunca toquei deus nesta escama de peixe
onde podemos compreender todos os oceanos
nunca tive a visão de sua bondosa mão
o certo é que por vezes morremos magros até ao osso
sem amparo e sem deus
apenas um rosto muito belo surge etéreo
na vasta insónia que nos isolou do mundo
e sorridizendo que nos amou algumas vezes
mas não é o rosto de deus
nem o teu nem aquele outro
que durante anos permaneceu ausente
e o tempo revelou não ser o meu
Al-Berto
O Medo
segunda-feira, março 03, 2008
Quando se deseja alguém, como tu desejas Infausta, e ela deseja Johann, é o seu lugar cénico que se deseja, os gestos do texto que descreve no espaço e chamar-lhe precioso companheiro; de mim, direi que fui uma vez enviado, trouxeste a frase que nunca antes leras, o meu corpo a disse, e não reparaste que ficaste com ela escrita.
domingo, março 02, 2008
e Caeiro...
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Rio de Janeiro, a água
é a tua bandeira,
agita as suas cores,
sopra e retine no vento,
cidade,
negra náiade,
de claridade sem fim,
de abrasadora sombra,
de pedra com espuma
é o teu tecido,
o cadenciado balanço
da tua rede marinha,
o azul movimento
dos teus pés areentos,
o aceso ramo
dos teus olhos.
Pablo Neruda
(a foto não é minha, é da Cat)
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.
Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
ela é inteligente. tem um sentido de humor muito, mas mesmo muito, engraçado.
ela é uma mãe especial. ela cuida muito bem de 3 meninos que eu adoro.
ela faz parte da minha vida de um fazer parte que se confunde com quase toda a história da minha vida.
ela está sempre presente. nos bons, nos maus e nos momentos assim-assim. (e sabemos inventar qualquer pretexto para festejar)
o meu amor por ela é grande.
este é um aniversário diferente de todos os outros e eu sei que é triste. ainda assim aqui ficam os parabéns para a mana from leiria.
(escolhi esta foto porque estávamos contentes quando a tirámos)
domingo, fevereiro 10, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
O céu 'strela o azul e tem grandeza.
Este,que teve a fama e à glória tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.
No imenso espaço do seu meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei D. Sebastião.
Mas não,não é luar:é luz do etéreo.
É um dia; e,no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.
Fernando Pessoa, Mensagem
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
saiu. correu. hoje é dia 22. foi o último dia da sua vida e o sudoku ficou por fazer.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.
O girassol é o carrossel das abelhas.
Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.
— Vamos brincar de carrossel, pessoal?
— "Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor"
— Marimbondo não pode ir que é bicho mau!
— Besouro é muito pesado!
— Borboleta tem que fingir de borboleta na
entrada!
— Dona Cigarra fica tocando seu realejo!
— "Roda, roda, carrossel
Gira, gira, girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol".
E o girassol vai girando dia afora . . .
O girassol é o carrossel das abelhas.
O Girassol, de Vinicius de Moraes, porque:
a minha afilhada fez anos ontem e as gargalhadas dela me fazem rodopiar sem me mexer.
dormi melhor esta noite.
o dia de sol, e o resto, me fizeram vibrar mais.
porque sim.
domingo, janeiro 27, 2008
com uma mensagem de quem renasce a cada instante. o mar e a poesia.
Canta e bate o mar, não está de acordo.
Não o amarrem. Não o encerrem.
Está ainda a nascer.
Rebenta a água na pedra e
abrem-se pela primeira vez os seus infinitos olhos.
Mas já de novo se fecham, não para morrer,
mas para continuar a nascer.
Pablo Neruda
quarta-feira, janeiro 02, 2008
quinta-feira, dezembro 20, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Fernando Pessoa
vêm esta imagem e estes versos a propósito do Passeio Pessoano que farei amanhã, com os meus alunos. a ver vamos se terei uma madrugada como esta, com o sol a querer chegar. entusiasmada estarei, como sempre, por aqueles lugares "de aldeia na cidade" que revisito com os versos do Pessoa e os olhares curiosos dos meus alunos. a ver vamos.
sexta-feira, novembro 30, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
domingo, novembro 18, 2007
segunda-feira, novembro 12, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
de Luís Filipe Rocha
um travesti que perdeu o gosto pela vida é confrontado com a alegria de viver de um adolescente com síndrome de Down" e essa é uma promessa simples mas ambiciosa. naturalmente ambiciosa porque lida com preconceitos difíceis de ultrapassar numa sociedade rural e de um tempo bem mais intolerante. sábado, novembro 03, 2007
A Estranha em Mim - The Brave One
Paraísode Olga Roriz
com Catarina Câmara, Maria Cerveira, Sara Carinhas, Sylvia Rijmer, Bruno Alexandre, Pedro Santiago Cal
Teatro São Carlos - até 4 de Novembro
Integrado no espaço da programação dedicado à dança contemporânea do Teatro de São Carlos o espectáculo de Olga Roriz inspirou-se no musical americano e tem a particularidade de algumas canções serem interpretadas pelos bailarinos.
quarta-feira, outubro 24, 2007
E a leitura da semana foi:
gostei deste filme porque:o capacete dourado




