terça-feira, maio 26, 2009

dias afastada. muito trabalho. problemas. noites mal dormidas e dias demasiado cheios.

queria ter escrito sobre o João Bénard da Costa e não consegui. queria ter dito como foi importante para mim ter lido tantos filmes antes de os ver... queria ter conseguido dizer que é possível ensinar a amar o cinema, mas não consegui. ficou o nó na garganta.

jantar em casa com companhia (tão...........) ajuda a recompor o(s) estrago(s).

e hoje um ramo de flores salvou os dias grandes e cheios:

espero que os meus alunos tenham percebido que gosto mesmo de estar ali. com eles. não por eles. por mim.



segunda-feira, maio 18, 2009

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.


Pedro Abrunhosa, Momento

domingo, maio 17, 2009

Uma espécie de céu
Um pedaço de mar
Uma mão que doeu
Um dia devagar
Um Domingo perfeito
Uma toalha no chão
Um caminho cansado
Um traço de avião
Uma sombra sozinha
Uma luz inquieta
Um desvio na rua
Uma voz de poeta
Uma garrafa vazia
Um cinzeiro apagado
Um hotel na esquina
Um sono acordado
Um secreto adeus
Um café a fechar
Um aviso na porta
Um bilhete no ar
Uma praça aberta
Uma rua perdida
Uma noite encantada
Para o resto da vida
Pedes-me um momento
Agarras as palavras
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta me o cabelo
Perdes-te comigo
Porque o mundo é o momento
Uma estrada infinita
Um anúncio discreto
Uma curva fechada
Um poema deserto
Uma cidade distante
Um vestido molhado
Uma chuva divina
Um desejo apertado
Uma noite esquecida
Uma praia qualquer
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher
Um encontro em segredo
Uma duna ancorada
Dois corpos despidos
Abraçados no nada
Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
Quando um beijo não basta
Um semáforo aberto
Um adeus para sempre
Uma ferida que dói
Não por fora, por dentro

Pedro Abrunhosa, Momento



sábado, maio 16, 2009

terça-feira, maio 12, 2009

Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo.

E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.

Gritar quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.
Amália Rodrigues
(redescoberta no Amália Hoje, a música das minhas manhãs)

segunda-feira, abril 27, 2009

Aldina Duarte: Princesa Prometida


Aldina Duarte: Princesa Prometida
Manuel Mozos

documentário, 2009 (estreou ontem, no IndieLisboa)


vi a Aldina Duarte pela primeira vez muito antes de a ouvir. (fiquei fascinada com uma entrevista, há uns anos, no canal 2, à Ana Sousa Dias. já contei esta história várias vezes e a várias pessoas)

entre as voltas que a vida dá e depois de ouvir os discos muitas vezes, o meu caminho voltou a cruzar-se com ela. e hoje venho aqui falar do fantástico filme que ontem estreou no Indie Lisboa. o meu amigo Manuel Mozos está de parabéns mas é da Aldina que quero falar: uma mulher que é muito mais que uma fadista - quando fala é um mundo inteiro que nos explica com uma gargalhada contagiante. um mundo com o qual me identifico e em que quero acreditar. uma eterna aprendiz que sabe ensinar algo absolutamente precioso: liberdade.

admiro esta mulher.

sábado, abril 25, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Dia Mundial do Livro

e neste dia que é do livro, como os meus dias tentam ser, um dos sítios mais lindos do mundo (é, seguramente, dos que mais gosto. emociono-me sempre que lá entro. sou contente quando ali estou). um verdadeiro e belo elogio à leitura e aos livros.

e pode conhecer-se aqui



a propósito de 19 de abril

uns dias atrasada, eu sei, não podia deixar de aqui deixar aquilo de que estás à espera, x., uma mensagem para ti:
no dia 19 de abril de 1979 eu ainda não tinha meia dúzia de anos. e nesse dia já senti que a minha vida mudava. e assim se inundou deste grande amor, o verdadeiramente incondicional. e já tem 30 anos.

domingo, abril 05, 2009

o que eu sei é que nestes momentos a dúvida, feita de medo e de insónia, me invade.
e nada, nada dentro de mim, chega. adio quase tudo e fico à espera.

o que eu sei é que nestes momentos o medo, feito de dúvida e de insónia, me invade.
e nada, nada dentro de mim, chega. adio quase tudo e fico à espera.

o que eu sei é que nestes momentos a insónia, feita de dúvida e de medo, me invade.
e nada, nada dentro de mim, chega. adio quase tudo e fico à espera.

(e no entanto a minha vida não pára nunca.)

do medo e da verdade

terça-feira, março 31, 2009

na esplanada



- mas que sabes tu de amores improváveis?
- que sei eu? li os clássicos russos.
- ah!...


domingo, março 29, 2009

Caminho eternamente sobre estas margens,
entre a areia e a espuma.
O fluxo do mar apagará a impressão dos meus passos,
e o vento levará a espuma.
Mas o mar e a margem permanecerão
eternamente.


Kahlil Gibran

terça-feira, março 17, 2009

cheguei a casa muito cansada como os meus dias novos me fazem chegar. à minha espera tinha uma prenda. de alguém que também faz lindos os meus dias. por gostar tanto dela, da mana, os meus dias são bem melhores... (e és, mfl, como mais uma vez provaste, das pessoas mais fortes que eu conheço; e das que mais admiro!)
A minha rua tem fado cilado
Um jeito de me falar que nem
a própria rua a noite sabe dizer
O que a minha rua, O que a minha rua
me conta ao adormecer.

Saudades vividas esperanças contidas
O medo na algibeira, o sonho na bagagem
E sempre esta viagem na noite sorrateira

A minha rua tem palco solar
Um jeito de me tocar, porque cada pedra
Vê em uma nem eu sei dizer
Tudo o que a minha rua, tudo o que a minha rua
me mostra ao entardecer

Saudades vividas e esperanças contidas
O medo na algibeira, o sonho na bagagem
E sempre esta viagem na noite sorrateira

Saudades vividas esperanças contidas
O medo na algibeira, o sonho na bagagem
E sempre esta viagem na noite sorrateira


Rosa Alves, cantado por Viviane

domingo, março 15, 2009

sexta-feira foi dia de Passeio Pessoano. mais tarde que o habitual, num fantástico dia de Sol.

...quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece...

domingo, março 08, 2009

sábado, março 07, 2009

ZD

Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar essa criatura
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar
Gatas extraodinárias
(Caetano Veloso)
Simone / Zélia Duncan

Amigo é casa

Campo Pequeno, 6 de Março de 2009

sexta-feira, março 06, 2009

ontem fiquei contente :)
assustada, mas contente.

quarta-feira, março 04, 2009

se eu escrevesse escreveria histórias curtas. histórias daquelas que se lêem de um trago. daquelas a que não é preciso voltar porque as personagens já lá não estão. fecharam a porta e fecharam mesmo.

era uma vez… mas dificilmente serão felizes para sempre.

(no meio houve uma casa, uma porta, uma janela para cada um.)

domingo, março 01, 2009

fitas

The Wrestler
sobre este filme apetece-me escrever apenas duas palavras, mas em letras bem grandes:
MICKEY ROURKE
(ainda bem que não vi antes dos Óscares; não conseguiria ter decidido...)

The Reader
a Kate Winslet cresceu, sim. quanto ao resto que por lá se passa... a sequência de planos em que ela, Hanna Schmitz, aprende a ler, fez-me chorar como há muito não me acontecia; esmagador - e o meu amor pelo cinema vibrou outra vez...

depois, avenida cheia! :)